Do “Compliance Zero à Governança Algorítmica: A Anatomia da Seleção Adversa no Caso Banco Master e suas Lições para a Governança das Contratações Públicas

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O recente escândalo do Banco Master, desvelado pela “Operação Compliance Zero”, transcende a crônica policial para se tornar um estudo de caso canônico sobre a falência dos sistemas de governança e a fragilidade do pilar “G” (Governança) nas estruturas ESG.

Para compreendermos a profundidade desse colapso, não basta olhar para as notícias que indicam a fraude em si, é preciso revisitar a Teoria da Agência. Como lecionam Galindo, Zenkner e Kim, a relação entre proprietários (principal) e gestores (agente) é marcada, na gênese, por interesses divergentes e assimetria informacional. No caso Master, observamos uma aparente concretização da premissa de Jensen e Meckling: agentes detentores de informações privilegiadas agiram para maximizar suas próprias vantagens em detrimento da empresa e dos stakeholders sob um manto de falsa conformidade.

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