O texto de Viviane Mafissoni e Nathália Santos analisa o Acórdão nº 514/2026 do TCU, que estabelece um novo paradigma para a governança e gestão de riscos nas contratações públicas brasileiras. A decisão promove a transição de um controle meramente reativo para uma fiscalização contínua orientada por dados, utilizando tecnologias como inteligência de máquina para identificar vulnerabilidades precocemente. Embora o caso tenha origem na Petrobras, as autoras defendem que as diretrizes de maturidade institucional são aplicáveis a todas as empresas estatais e órgãos da administração direta sob a Nova Lei de Licitações. O artigo ressalta que o gerenciamento de riscos deve ser uma infraestrutura permanente de decisão, integrando transparência e responsabilidade técnica ao cotidiano da gestão. Dessa forma, a eficácia dos controles internos passa a depender da qualidade dos dados e da capacidade organizacional de converter sinais de alerta em melhorias práticas.

Quando a IA se tornar rotina, até onde irá a responsabilidade civil do médico?
O artigo analisa a evolução da responsabilidade civil médica diante da integração progressiva da inteligência artificial na rotina assistencial. Os autores Valdomiro de Siqueira e Flávia de Andrade


