O texto de Franklin Santos e Tatiana Camarão discute o persistente desafio da Administração Pública brasileira em migrar do critério de menor preço de aquisição para o de menor dispêndio total, conforme exigido pela Lei 14.133/2021. Apesar de o comando legal priorizar o custo do ciclo de vida do objeto, a prática administrativa permanece estagnada devido à falta de regulamentação metodológica e à baixa maturidade de governança dos órgãos. Os autores destacam que gestores sofrem com incentivos perversos, preferindo o “preço de etiqueta” para evitar riscos jurídicos, mesmo que isso gere gastos maiores com manutenção e operação a longo prazo. Evidências do TCU e comparações internacionais reforçam que a economia imediata frequentemente resulta em desperdício de recursos públicos. Para reverter esse cenário, propõe-se a criação de ferramentas operacionais padronizadas e uma proteção institucional que encoraje decisões baseadas na eficiência econômica real. O artigo conclui que, sem uma infraestrutura de implementação, a inovação pretendida pela lei continuará sendo apenas uma promessa normativa.

Quando a IA se tornar rotina, até onde irá a responsabilidade civil do médico?
O artigo analisa a evolução da responsabilidade civil médica diante da integração progressiva da inteligência artificial na rotina assistencial. Os autores Valdomiro de Siqueira e Flávia de Andrade


