Planejamento público em tempos de IA: inovação com discernimento ou delegação sem controle?

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Neste artigo, Edcarlos Lima explora a integração da inteligência artificial (IA) no planejamento de contratos públicos, questionando se essa inovação representa um avanço consciente ou uma delegação irresponsável. Ele enfatiza a importância de documentos como o DFD, o ETP e o TR, que moldam as necessidades administrativas e os contornos das contratações desde a fase preparatória.

A automação desses documentos pela IA pode trazer benefícios, como maior eficiência e padronização. No entanto, também representa riscos significativos, como a reprodução de falhas e a perda do discernimento humano. Para mitigar esses perigos, o autor propõe salvaguardas essenciais: revisão humana obrigatória, capacitação dos usuários, mecanismos de rastreabilidade e diretrizes internas claras. Tais medidas visam garantir que a IA atue como uma ferramenta de apoio, e não como substituta do julgamento técnico no serviço público.

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